Teatro CNEC
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DESTEMPO LEVA PÚBLICO PARA DENTRO DO CENÁRIO E PROPÕE UMA NOVA EXPERIÊNCIA EM TEATRO

POR ADMINISTRADOR CNEC EM 28/11/2015 ÀS 10:25

Destempo leva público para dentro do cenário e propõe uma nova experiência em teatro

Pouco antes de começar o espetáculo Destempo, cuja estreia no Brasil ocorreu na noite de sexta-feira em uma casa no Centro de Florianópolis, o público aos poucos entrava na sensação de acolhimento e intimista planejado pela produção. Quem estava acostumado a assistir a peças em grandes palcos se preparava para uma nova experiência em teatro, e o clima era de curiosidade. Assim que a produção agradeceu e recepcionou os 30 presentes (por causa do espaço limitado, Destempo ainda terá 11 sessões até o dia 20 de dezembro), todos entraram na sala e se acomodaram ao redor do cenário. A proximidade com os atores Karina Barum e Regius Brandão, que começam o espetáculo jantando em uma mesa, permite que o público perceba detalhes que seriam impossíveis de serem notados em um espaço maior, como as feições do rosto da personagem Eugênia - a filha - quando inicia a conversa com seu pai e que dizem muito sobre o relacionamento dos dois.

Karina Barum, inclusive, emociona interpretando não só a filha, como também a avó, a própria mãe e a amante do pai em alguns momentos pontuais da peça. Mesmo sem troca de figurino, o jeito, voz e luzes diferentes deixam bem claro que já não é mais Eugênia ali. Por se tratar de uma história que mostra como algumas questões se repetem em diferentes gerações de uma família, esses momentos sugerem que o pai vê essas outras figuras femininas de sua vida na filha.

Escrita pelo psicanalista argentino Eugenio Griffero, Destempo faz o público refletir sobre suas próprias relações familiares. O modo como a versão brasileira foi produzida valorizou a história. O bancário Marlon Konig é acostumado a assistir a peças de teatro todos os fins de semana e achou uma experiência diferente, pois nunca havia assistido a um espetáculo nesse formato.

Já a jornalista Kalyne Carvalho se emocionou em diferentes momentos:

— Admirei bastante a encenação da Karina e consegui assimilar toda a emoção. Consegui me identificar e trazer para minha própria história de vida. A questão da troca de cenário (em algumas cenas, os atores vão até o jardim e o público vai atrás) fez a gente se sentir ainda mais dentro da história — conta ela.

O casal Silvia Abelin e Stanley Costa destaca o contato próximo com os atores e o cenário, que segundo eles tem tudo a ver com o contexto da peça. O clima de acolhimento foi reforçado no final, quando foi servida uma taça de vinho e salgados para os presentes. Quase uma hora depois do fim do espetáculo, ainda havia conversa e vida dentro da casa.



Fonte:

 http://goo.gl/Bb7e2w

Fotógrafo:

 Felipe Carneiro / Agencia RBS

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